Hospital do Desterro<brnão deve fechar

O encerramento do Hospital do Desterro é «mais uma das muitas medidas cegas e despropositadas que este Governo tenta impor», a pretexto de reduzir as despesas da Saúde, acusam a União dos Sindicatos de Lisboa e o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos.
Em conferência de imprensa, à porta daquela unidade da zona central do Centro Hospitalar de Lisboa (constituída ainda pelos hospitais de São José e dos Capuchos), a USL e o MUSP chamaram segunda-feira a atenção para os prejuízos graves que tal medida acarretará para os utentes e os trabalhadores. Será, por exemplo, «profundamente desumano» reduzir as 60 camas efectivamente ocupadas no serviço de Medicina do Desterro, quanto os outros dois hospitais já não têm camas disponíveis e têm que pôr macas nos corredores.
Para Urologia e Dermatologia, o Desterro é o hospital de referência numa área que vai de Santarém a Faro. Em 2004, só estas duas especialidades realizaram mais de 27 mil consultas. Com o encerramento anunciado para ficar concluído até Abril, nestes três meses «não estarão criadas as alternativas anunciadas e não existem outras instalações que possam absorver uma tão elevada prestação de cuidados de saúde».
Especialmente ameaçados pelo desemprego estarão os trabalhadores com vínculos precários ao hospital e os que trabalham para empresas prestadoras da serviços.
Ainda sem resposta aos pedidos de audiência enviados à ARS de Lisboa, ao Centro Hospitalar de Lisboa e à Câmara Municipal da capital, a USL e o MUSP recusam que decisões como estas sejam tratadas no segredo dos gabinetes. Vão tentar reunir com o ministro da Saúde e promover a distribuição de um documento à população. Estão igualmente a preparar um encontro com os potenciais utentes da zona de influência do hospital.


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